Ainda está em tempo de reformar o telhado do seu prédio...

Não contrate curiosos, pois ao final grandes transtornos poderão assolar a todos com prejuízos e danos irreparáveis Leia mais...

O tempo é agora para reformar o telhado do seu prédio. NÃO deixe para depois.

Grandes temporais estão previstos para este final de ano. Não deixe para a última hora. Contate-nos par uma avaliação e elaboração de proposta. Leia mais...

Evite transtornos e viaje nas férias com a paz e tranquilidade que você e sua família merecem.

Só a prevenção pode evitar transtornos e prejuízos muitas vezes irreparáveis. O telhado precisa de atenção especial, pois doto o resto do edifício encontra-se protegido por ele. Pense nisso. Leia mais...

 

Rufo interno

rufo_interno

O rufo Interno é utilizado para captar água que acabam por desaguar contra paredes ou platibandas devido a cortes diagonais nos caimentos de alguns modelos de telhados.

Salientando um pouco mais sobre o uso de rufos internos, notadamente alguns projetos de telhados, principalmente os coloniais o quais possuem muitos caimentos e/ou que possuem área de construção em ângulos fechados (sem esquadro), estes acabam por propiciar telhados com águas (panos ou seções) que necessitam de captação junto às paredes.

Observe na imagem acima que a estrutura do exemplo possui um corte em diagonal, o que gera o corte das telhas também na diagonal e, por sua vez, desaguaria diretamente na parede se não fosse a instalação de sistema de rufo interno.

Este tipo de rufo também é chamado de calha, porém por ter características parecidas com as do rufo externo, adotou-se o nome de rufo interno, pelo qual é mais conhecido.

Materiais disponíveis:

Aço galvanizado, Galvalume (40% alumínio/60% aço) e Alumínio 1mm de espessura.

Rufo externo com pingadeira

rufo_externo_com_pingadeira

O rufo Externo com pingadeira é utilizado para garantir a impermeabilidade entre duas seções de paredes, isso quando uma delas possui altura inferior ou superior a outra.

Para entender melhor, imagine que seu vizinho resolveu erguer o muro dele em cerca de 1m além do seu, sendo que até o momento os muros eram da mesma altura. Neste caso, o seu muro forma um tipo de degrau em relação ao muro do seu vizinho, ficando propício para infiltrações entre os dois. Aí é que entra a necessidade de se instalar o sistema de rufos externos com pingadeira. (vide imagem acima).

Materiais disponíveis:

Aço galvanizado, Galvalume (40% alumínio/60% aço), Alumínio. No caso da preferência por rufos em alumínio, prefira sempre em chapa de 1mm, pois quando confeccionados em chapa de espessura inferior, estes ficam instáveis e vulneráveis à ação do vento, podendo ser removidos ainda que corretamente fixados.

Rufo pingadeira com aba longa em 90º

rufo_pingadeira_com_aba_90_graus

O rufo Pingadeira com aba longa em 90º é utilizado para revestir e proteger as platibandas em telhados que possuem estas muretas de proteção a sua volta.

Muito embora este tipo de rufo seja bastante usado, algumas empresas, por motivos de custo, optam por instalar rufos pingadeira dupla, o que deixa muito a desejar quando levado em conta o fator impermeabilidade das muretas, uma vez que somente os rufos com aba longa protegem por completo as platibandas, não deixando espaço para deterioração.

Na maioria dos casos, o rufo pingadeira com aba longa não é de instalação opcional e sim obrigatória; devendo ser instalado em todos os prédios com platibandas de até 1m (um metro) de altura, além dessa medida de altura, a recomendação é o uso de rufos pingadeira com aba em 45º.

Materiais disponíveis:

Aço galvanizado, Galvalume (40% alumínio/60% aço), Alumínio. No caso da preferência por rufos em alumínio, prefira sempre em chapa de 1mm, pois quando confeccionados em chapa de espessura inferior, estes ficam instáveis e vulneráveis à ação do vento, podendo ser removidos ainda que corretamente fixados.

Calha de Beiral

calha_beiral

A calha de Beiral, como o nome sugere, é instalada no final dos panos ou seções dos telhados, e servem para captar a água da chuva, conduzindo-a por dutos externos ou embutidos na parede até o solo ou galerias pluviais. Um papel importante das calhas de beiral é evitar que ao bater no solo, a água das chuvas cause danos no piso, nas paredes, floreiras, pintura e outros pontos na base da edificação.

Nos edifícios de até 5 andares (ex. CDHU, COHAB) este tipo de calha está presente em cerca de 30% das edificações, porém seu uso vem minimizando com o passar do tempo, isso devido a danos causados ao telhado pela ação do vento, já que para a instalação deste modelo de calhas, os beirais, por serem altos, ficam extremamente vulneráveis à ação dos vendavais, eventos bastante típicos no Brasil.

Existem variações entre modelos e desenvolvimento (diâmetro) das calhas de beiral, dependendo de cada tipo de telha a ser usada ou formato da estrutura do telhado. Um exemplo seria um telhado do tipo colonial, neste caso, usa-se preferencialmente a calha moldura moderna, a qual condiz com tal modelo arquitetônico.

Materiais disponíveis:

Aço galvanizado em chapa nº 26 ou nº 24, Galvalume (material composto em média por 40% alumínio e 60% em aço) e também em Alumínio, com 1mm de espessura, preferencialmente.

Calha platibanda

calhas_platibanda

A calha Platibanda é utilizada para as águas da chuva que caem sobre telhados que possuem muretas de proteção a sua volta. Nos edifícios, este tipo de calha está presente em 98% dos casos.

Existem algumas variações de modelos de calhas platibanda, um para cada tipo de telhado, dependendo de alguns fatores, bem como o tamanho da área quadrada, o grau de caimento dos panos (águas, ou seções) e ainda a quantidade de condutores de descida existente e sua distribuição no perímetro.

A Schindler desenvolveu e passou a aplicar em 100% das suas obras prediais o modelo de calhas platibanda com aba em 45º, duplicando e até triplicando a capacidade de contenção de água, principalmente durante temporais.

Materiais disponíveis:

Aço galvanizado, Galvalume (40% alumínio/60% aço).

Rufo com aba dupla simples

rufo_aba_dupla

O Rufo com Aba Dupla Simples é utilizado para impermeabilizar a junção entre duas seções do telhado, as quais são geralmente separadas por muretas de alvenaria.

Mesmo sendo extremamente recomendada a instalação deste tipo de rufo nestas situações, ainda assim algumas empresas costumam instalar somente Rufos Externos (ou de Encosto) em ambos os lados da mureta que divide as seções do telhado. O problema mais comum quando utilizados apenas rufos externos é que a mureta de alvenaria fica exposta e vulnerável à trincas e descascamentos do reboco, dando origem a vazamentos em curto período de tempo.

Materiais disponíveis:

Aço galvanizado, Galvalume (40% alumínio/60% aço), Alumínio. No caso da preferência por rufos em alumínio, prefira sempre em chapa de 1mm, pois quando confeccionados em chapa de espessura inferior, estes ficam instáveis e vulneráveis à ação do vento, podendo ser removidos ainda que corretamente fixados.

Rufo pingadeira dupla

rufo_pingadeira_dupla

O rufo Pingadeira dupla é utilizado para impermeabilizar as platibandas em telhados que possuem muretas de proteção a sua volta. Este tipo de rufo é usado ainda sobre muros, paredões e platibandas de fachada com fins estéticos.

Muito embora este tipo de rufo seja bastante usado, devemos sempre analisar para fazer a escolha certa do tipo de rufo a ser utilizado, uma vez que rufos pingadeira dupla não protegem 100% da platibanda, as quais poderão apresentar trincas e descascamentos devido à exposição da alvenaria.

Em muitos casos, os rufos pingadeira dupla não é a melhor escolha; podendo ser instalado rufos do tipo Pingadeira com Aba em 45º, Pingadeira com aba em 90º e Pingadeira com Aba Conjugada.

Materiais disponíveis:

Aço galvanizado, Galvalume (40% alumínio/60% aço), Alumínio. No caso da preferência por rufos em alumínio, prefira sempre em chapa de 1mm, pois quando confeccionados em chapa de espessura inferior, estes ficam instáveis e vulneráveis à ação do vento, podendo ser removidos ainda que corretamente fixados.

Calhas – O que são e para quê servem

As calhas ou sistema de calhas são materiais muito úteis na construção civil, sejam no estilo moldura (para beirais no final do telhado), água furtada (no entroncamento de dois panos de telhados), platibanda (entroncamento entre telhado e muretas que circundam o mesmo), encontros de telhados distintos e muitos outros modelos especiais desenvolvidos exclusivamente para uma determinada obra ou projeto.

Ao contrário do que muitos afirmam, um sistema de calhas não é o mesmo que um sistema de rufos.  A diferença é que calhas são itens captadores de água, ou seja, é através dos diversos modelos de calhas existentes que as águas da chuva são captadas e conduzidas até os bocais de saída, os quais conectam este sistema à tubulação de descida, a qual levará as águas captadas até as guias ou bueiros.

Vejamos alguns dos modelos mais usados:

tipos_de_calhas

Use o menu acima para se deslocar até cada modelo de calha e outros itens do telhado.

Rufo pingadeira com aba conjugada

rufo_pingadeira_com_aba_conjugada

O rufo Pingadeira com Aba Conjugada é utilizado para impermeabilizar a junção entre as telhas e as platibandas em telhados que possuem caimento voltado para o centro da laje.

Mesmo sendo altamente recomendado, ainda assim algumas empresas costumam instalar rufos individuais ao invés de rufo conjugado assim como mostrado na figura acima, porém deve-se levar em conta que telhados de edifícios estão infinitamente mais vulneráveis a ação do vento, sendo o sistema conjugado bem mais resistente, uma vez que minimiza a exposição de abas em relevo, bem como também pontos  com platibanda (mureta) descoberta e propensas a batida de água.

Materiais disponíveis:

Aço galvanizado, Galvalume (40% alumínio/60% aço), Alumínio. No caso da preferência por rufos em alumínio, prefira sempre em chapa de 1mm, pois quando confeccionados em chapa de espessura inferior, estes ficam instáveis e vulneráveis à ação do vento, podendo ser removidos ainda que corretamente fixados.

O critério “menor preço” e o riscos do uso deste quesito

analise_antes_de_contratar

É praxe e até compreensível que os condomínios elejam fornecedores de serviços e/ou materiais que ofereçam o menor preço, principalmente quando levamos em conta todos os gastos que envolvem, acumulam e oneram a cada mês sobre as famílias que vivem na comunidade condominial.

Consideremos, por exemplo, o fator inadimplência, que pode ser considerado o maior causador do desequilíbrio das contas do condomínio, uma vez que quando algum morador deixa de cumprir com sua fração mensal, todos os demais são sobrecarregados com a parte faltante que é rateada com todos os condôminos pagantes.

A escolha pelo menor preço acaba sendo mais frequente justamente quando surge uma obra de urgência e as contas do condomínio, embora em dia, devido a déficits variados, impossibilitam novos gastos. A este ponto, a reunião extraordinária caba ficando tensa, os moradores nervosos, resultando numa grande dificuldade em aprovar a obra, abrindo forte precedente para aprovação da proposta mais barata e muitas vezes provenientes  oportunistas e espertalhonas, prontas para aplicar um no síndico desatento.

Mas até que ponto o quesito “preço final” pode ser o principal motivo ou critério-chave para se escolher um fornecedor?

É bem verdade que nem sempre uma proposta de menor preço traduz-se por fornecimento de serviços ou produtos de qualidade inferior; assim como o inverso, ou seja, propostas com preço alto nem sempre é legitimada com serviços e materiais de boa qualidade.

Listaremos abaixo alguns pontos importantes a serem considerados antes de fechar com um fornecedor. Vamos a eles:

1. Materiais a serem utilizados

Analise a proposta e veja se as características dos materiais a serem utilizados estão bem discriminadas e detalhadas, pois é comum a listagem de materiais coincidirem em quantidade, porém serem muito inferiores quando confrontados marca e tipo de materiais. Lembre-se que materiais de procedência e qualidade duvidosas pode acarretar grandes transtornos durante ou após a finalização da obra. Um exemplo seria a aplicação de tinta de má qualidade nas paredes externas do prédio, já que dependendo da tinta e da mão de obra empregada, descascamentos, trincas e manchas serão notados em alguns meses, trazendo grandes transtornos e prejuízos ao condomínio, além de estressantes e morosos pleitos judiciais.

2. Forma ou condições de pagamento

As condições de pagamento é um fator importante a ser considerado, pois muitas vezes o fracionamento da parcela de sinal, por exemplo, e/ou o número esticado de parcelas do valor restante é um ponto importante que permitirá a escolha de um orçamento que demonstre mais confiança ou que ofereça mais serviços embutidos, maior qualidade dos materiais e outros, ainda que este esteja acima do preço tolerado pelo caixa do condomínio.

Um exemplo prático, mas bastante comum seria uma proposta para reforma parcial do telhado do edifício no valor de R$ 10.000,00 e outra empresa com proposta para reforma geral no valor de 20.000,00. A empresa “x” cita em sua forma de pagamento que precisa de R$ 4.000,00 de entrada e o restante em 4 parcelas de R$ 1.500,00. Enquanto que a empresa “y” quer como entrada os mesmos R$ 4.000,00 e o restante em 16 parcelas mensais e fixas no valor de R$ 1.000,00.

Cabe à comissão de obra, liderada pelo(a) síndico(a) examinar vários pontos destas propostas e não somente o valor final de cada uma delas. Deve ser notado que a primeira, embora de valor menor, possivelmente oferecerá serviços e materiais infinitamente menores, restando para o prédio um telhado mesclado, remendado e possivelmente problemático, sendo que o valor a ser gasto inicialmente não é muito diferente, aliás é praticamente igual, considerando até o pagamento da terceira e quarta parcela além do sinal.

2. Referências comerciais

Acreditamos que este seja o quesito mais importante, porém massivamente ignorado por muito síndicos e administradores de condomínio. A contratação de prestadores de serviços ou fornecedores de produtos e/ou materiais sem o exame cauteloso das suas referências comerciais destaca-se como motivo principal pelo qual cresce a cada dia o número de falsos profissionais e falsas empresas no Brasil, uma vez que se tornou um golpe fácil de ser aplicado e resume-se em receber o sinal e mais umas 5 parcelas e abandonar a obra, cancelar telefones. Restando ao síndico, tentar na “infalível” justiça brasileira o dinheiro de volta.

Um dia desses, no curto espaço de duas semanas, ouvimos relatos de dois síndicos, um de São Bernardo do Campo e outro de Vila Prudente, sobre os prejuízos amargados pelo condomínio depois de contratarem empresa de pintura, levando em conta somente o preço final e ignorando a busca por informações prévias bem como tempo de serviço, obras anteriores, consulta ao Serasa e SPC e outros.

Resultado: nos dois casos as obras não foram finalizadas devido a falta de meios financeiros para tocar finalização, além do estouro dos prazos de entrega em quase um ano. Ou seja, as obras foram praticamente iniciadas e abandonadas e podemos dizer que ambos os condomínios perderam dinheiro.

Dicas:

1. Consulte minuciosamente a lista de referências das três empresas melhor colocadas.

2. Não se contente com poucas informações, se for o caso, visite uma, duas ou até três obras e saiba em detalhes como é a atuação da empresa antes, durante e após a execução da obra.

3. Verifique sobre o comportamento dos funcionários, se são respeitosos ou farristas, se aparentam ingerir álcool em expediente de trabalho ou não, se se vestem adequadamente e asseados ou não.

4. Consulte os órgãos de defesa do consumidor para saber se a empresa paga seus fornecedores em dia, caso contrário o prédio poderá ser levado à justiça como caloteiro.

5. Questione sobre os prazos de início e término da obra se foram cumpridos ou extrapolados.

6. Consulte sobre o atendimento pós-obra da empresa. Saiba sobre o comportamento desta quando seus serviços apresentam problemas após o término e entrega da obra. Saiba se a empresa dá assistência pós-obra ou se ignora ligações e, caso atenda a reclamação, qual o tempo gasto para o atendimento efetivo no local e para a correção do problema.

Boa sorte.

por Harrison M. Thompson

Fonte: Sindicopost.com.br